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Sessão de Filmes de Arquivo

Escrito por ASCOM | Publicado: Segunda, 29 de Maio de 2017, 14h36 | Última atualização em Sexta, 23 de Junho de 2017, 09h22

I Semana Nacional de Arquivos - 5 a 9/junho

Sessão diária com exibição de filmes de arquivo.

Curadoria: Clovis Molinari e Antonio Laurindo

filmes 31 maio

DIA 5/6, 17H:

- “Apesar de Você – um recorte da censura”, dirigido por Marco Dreer e Fabiana Diaz (Cor, 7’, 2003).

Sinopse: Curta-metragem que utiliza recortes de jornais alternativos para revelar a ação da censura na produção cultural brasileira.

- “Cortes da Censura Federal”. Direção coletiva da equipe do Arquivo Nacional (Cor, 48’, 2003).

Sinopse: Edição de fragmentos de filmes censurados pela Divisão de Censura de Diversões Públicas da Polícia Federal, de 1968 a 1988. Junto aos filmes são destacados trechos que justificam as razões dos cortes nos despachos de processos abertos pelos censores.

DIA 6/6, 17H:

Coletânea de filmes produzidos e dirigidos para o Festival de cinema “Arquivo em Cartaz – Festival Internacional de Cinema de Arquivo”, incluindo filmes feitos na Oficina de Vídeo Lanterna Mágica, nos anos de 2015 e 2016.

Filmes:

- “Família Movie”, direção de Ana Moreira (P&B, 10’, 2015)

Sinopse: Documentário realizado a partir de cenas produzidas entre os anos de 1928 e 1931 por um cinegrafista desconhecido e que apresenta aspectos da vida cotidiana de uma família e seus vizinhos no subúrbio carioca, além do registro de algumas importantes transformações urbanísticas na cidade do Rio de Janeiro.

- “Abre Alas”, de Ana Moreira (P&B, 10’, 2016).

Sinopse: Documentário realizado inteiramente com imagens de arquivo. O filme apresenta cenas dos carnavais de 1948 e 1949 na cidade do Rio de Janeiro, com destaque para os banhos de mar à fantasia, o desfile das grandes sociedades carnavalescas e aspectos dos foliões na Avenida Rio Branco e na Praça Onze.

- “Cine Jornal Censurado”, dirigido por Claudio Muniz, Denise de Morais Bastos, Heliene Nagasava, Marcos Cândido Grã e Thiago Câmara de Paula (Cor, 5’, 2016)

Sinopse: Cinejornal da Agência Nacional vetado pela censura, com notícias sobre a situação política, econômica e social durante a ditadura militar no Brasil. Uma equipe tenta burlar a censura oficial para expor sua indignação com a propaganda estatal em contraposição à realidade a sua volta, utilizando cenas e áudios divulgados pelo governo. O jornal cinematográfico possui uma divisão em blocos que trata de assuntos diversos dentre os quais o golpe de 1964, fome, política educacional e trabalhista, e tortura.

- “Amazonas Tilt”, dirigido por Descarte Jr., Germano Weiss, João de Campos, Marcelo Aragão e Vanessa Rocha (Cor, 4’, 2016).

Sinopse: Filme de ficção. Segundo a mitologia Yanomami, o homem branco pretende "zerar" a floresta. Dominando as almas, a matéria-prima e o conhecimento nela presentes. O que seria impossível. Mas, enquanto jogam, produzem Xawara. A fumaça do metal, mãe das guerras e das epidemias, que pode, inclusive, calar os Xamãs.

- “Arquivos de Infância”, dirigido por Adriana Fresquet e Marta Chamarelli (Cor, 5 min., 2016).

Sinopse: As realizadoras do filme experimental assim resumem seu filme: Hoje e sempre diversas infâncias habitam o Brasil. Não entendemos como ainda é possível neste século que tantas crianças passem por necessidades de afeto, alimento, moradia, condições para crescer. Nessas imagens de arquivos encontramos também outras crianças pulando carnaval, estudando e brincando, verbos que conjugam a própria infância. Ainda é necessário fazer muita coisa para recuperar a infância de algumas crianças. Abrir novos mundos para elas, reconstruir, erguer, fazer e nascer esse mundo de novo, de mãos dadas.

- “Do Povo”, dirigido por Felipe Leão, Paula Lacerda e Hud Figueiredo (P&B, 5’, 2016).

Sinopse: Filme experimental. Uma analogia sobre as questões relacionadas à cultura carnavalesca e disparidades sociais existentes nas suas representações e indivíduos participantes, representadas por uma manipulação arquivístico-audiovisual.

- “Grãos de Memória”, dirigido por Flávia Beatriz de Nazareth, Rafael Moreira e Tatiane Mendes (P&B?, tempo? Ano?).

Sinopse: Nas palavras dos realizadores, o filme trata de um entrevistador, estimulado pela fala de uma intelectual, que experimenta momentos de escapismos mentais que o levam a visitar as suas memórias, demonstrando o lado prazenteiro e carnavalesco de uma vida que não exclui as contradições e as angústias do homem contemporâneo. A intenção dos idealizadores é simples, uma pergunta é não estamos mais no mesmo lugar; uma única palavra aciona em nós toda a nossa complexa subjetividade deixando a memória livre para arquitetar toda sua artimanha poética. Inspirados em Paulo Leminski apresenta haicais visuais, pequenas situações de memória, celebrando o cinema poesia.

- “Os Outros 500”, dirigido por Sylvia Nemer, Luiz Henrique Ramos e Gabriel Massena (Cor, 7 min., 2016).

Sinopse: O filme experimental é uma composição de fragmentos narrativos e imagísticos que propõe uma representação carnavalizada da história do Brasil no período colonial. Nesta história, o passado articula-se ao presente através do riso, da festa e da fantasia que promovem a subversão da ordem e do discurso histórico hegemônico.

- “Xana Nina Nã”, dirigido por Lucilia Zardo, Nataraj Trinta e Tassiana Catein (Cor, 65’, 2016).

Sinopse: Nas palavras dos realizadores: O primeiro passo é a luta por espaço onde a ilha de edição de um filme e a Ilha do Sol se conectam. Em um lugar hoje abandonado existe o registro da primeira experiência oficial de uma comunidade nudista brasileira: uma Ilha, sob os cuidados de Luz del Fuego, onde a visita e os bailes de carnaval na década de 50 eram inesquecíveis! Entre Luz, câmeras e muitas ações, conversas coloquiais, temas da história social das mulheres e questionamentos sobre como realizar o trabalho final do curso “Lanterna Mágica” ganham o recheio de corpos reais que performaram por liberdade e resistiram no simples ato de existir. O quanto de dança, rebolados e ritmos são necessários para superar as adversidades cotidianas e os desejos alheios de controle e censura sobre os corpos afeminados? Entre tabus e repressões, a pior morte é a morte da memória, e contra ela diversos personagens do passado e presente se insurgem em diálogo.

- “Arqui(vi)vos”, dirigido por Ana Valvassori, João H.R. Castro e José Carlos Soares (P&B, 7’03”, 2015).

Sinopse: Filme experimental definido pelos realizadores como fragmentos de espaço/ tempo reorganizados através de um processo de colagem que evidencia a atualidade das questões humanas presentes no material de arquivo. Composto por três narrativas experimentais curtas que conversam entre si, onde o ciclo da vida se repete ao longo da história e volta a contar novas histórias em outros espaços, em outros momentos.

- “Sincrocinecidades”, dirigido por Maria Byington, com assistência de direção de Amanda Heloísa Souza Custódio (P&B e cor, 6’54”, 2015)

Sinopse: (Rosale de Mattos Souza): O movimento é a marca das cidades, do povo que vai e vem sem cessar, a escavadeira que revolve as camadas de memórias. O movimento das ruas, dos trens, dos aviões, das religiões. O movimento entre o sagrado e o profano pode estar nas religiões, mas também nas ruas, de uma forma dialética, repetitiva e circular. Nas ruas solitárias ou acompanhadas, os rituais religiosos se propagam e se misturam.

- “Sintonia”, dirigido por Roberto Honorato de Oliveira Jr. Roteiro e trilha de Fábio LLang Nogueira de Souza Morais, Produção de Renata Ramos Andrade Santos (P&B e cor, 4’11’, 2015)

Sinopse: Filme experimental. Um casal passa pelo momento mais difícil de seu relacionamento. Sintonia traz o questionamento da relevância do cinema de arquivo e seu contraste impactante.

- “Suor Seco”, dirigido por Cássia Ferreira e Viviane Laprovita, produção de Keila Machado Faria e Janaína Damaceno Gomes (P&B, 6’38”, 2015).

Sinopse: Filme experimental. A pele negra como protagonista. Um olhar que busca a desconstrução de estereótipos, a valorização do negro, sua origem e suas raízes. Um contraponto ao quadro de ausência e silêncio impostos ao negro na narrativa da História do Brasil. “Suor seco” representa as histórias que não foram contadas.

- “Testemunha ocular da História”, dirigido por José Carlos Faria, Matheus Topine e Telma Barros (P&B, 7’56”, 2015).

Sinopse: Filme de ficção, assim resumido pelos realizadores: Quando éramos crianças, eu e meus irmãos disputávamos, na frente da TV, quem encontraria primeiro “o Gordo”, personagem que sempre aparecia nos filmes do Repórter ESSO. Para nós ele era, em pessoa, a “testemunha ocular da história”.

DIA 7/6, 17H:

- “A Cidade do Rio de Janeiro”, de Humberto Mauro (P&B, 38’, 1949).

Sinopse: Clássico do grande cineasta Humberto Mauro, produzido pelo INCE, sobre a cidade do Rio de Janeiro do pós-Segunda Grande Guerra Mundial. As imagens impressionam pela beleza da cidade, revelando aspectos de seus pontos mais conhecidos e turísticos, e pela extraordinária fotografia, cujas imagens foram captadas de maneira magistral e impecável.

- “Um Rio que Passou...”, Produção do Arquivo Nacional, sob a supervisão de Clovis Molinari. (P&B, 17’, 2002).

Sinopse: Documentário realizado com fragmentos de diversos acervos cinematográficos sob a custódia do Arquico Nacional. Aspectos urbanísticos da cidade dos anos de 1940 até os anos 1960. Com uma trilha sonora singular e narração autêntica, o filme é um passeio pela cidade maravilhosa, com suas belezas, festas e problemas recorrentes até hoje.

- “A Insistência das Imagens Esquecidas”, de Ana Moreira e Clovis Molinari (Cor e P&B, 15’, 2005).

Sinopse: Documentário realizado pela equipe técnica do Arquivo Nacional que mostra a chegada ao Arquivo dos filmes raros e prejudicados pelo tempo da extinta TV Tupi. No segundo bloco há a exibição de alguns exemplos de filmes recuperados.

DIA 8/6, 17H:

- “O Gigante”, dirigido por Mario Civelli (P&B, cor, 90’, 1968).

Sinopse: Documentário brasileiro produzido entre 1965 e 1968, dirigido por Mario Civelli. Outros nomes para a produção foram Tuxaua e A hora e a vez de um cinegrafista. Segundo informações na cópia restaurada, o filme teve problemas com a Censura da época que não gostou do "tom crítico do narrador" e por isso só pôde entrar no circuito comercial na década de 1970.Trata-se de uma compilação de imagens do cinegrafista William Gericke (creditado como produtor e diretor de fotografia), que durante 50 anos viajou por diversos lugares do Brasil e registrou algumas imagens raras da história do país no século XX. Os equipamentos foram variados e as imagens em sua maior parte são em preto e branco, passando a coloridas apenas na parte final da exibição. Há ainda cenas do Marechal Rondon, cedidas pelo Instituto de Proteção aos Índios. A narração de Vicente Leporace de texto de A. C. Carvalho. As imagens não estão em ordem cronológica, buscando os contrastes do antigo e do novo, e ressaltando aspectos pitorescos, curiosos ou trágicos capturados nas imagens do cinegrafista.

Entrada gratuita

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Ascom
junho 2017

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