Série: Getúlio Vargas - crise e suicídio

Postagem 3 de 7 - "O fator militar"

10 a 12 de agosto: Cada vez mais intensificam-se os contatos entre os militares do Exército, Marinha e Aeronáutica para debater a crise que se instalara. Inicialmente há dissenso e discussão entre os militares a favor e os contra Vargas. Aos poucos, a situação vai se definindo, como veremos pelos acontecimentos ao longo dos dias subsequentes.

10 de agosto: A partir desse dia os militares intensificam sua participação na crise que, até agora, havia tido a oposição parlamentar e a imprensa como os principais grupos de pressão. Os chefes militares, reunidos, debatem em torno da retirada do apoio a Getúlio Vargas, para forçar sua renúncia. Nesse momento ainda não há uma decisão unânime. Há discordâncias entre os militares.

11 de agosto: Missa de sétimo dia do Major Vaz. Vários pedidos de renúncia por parte de opositores. Chefes militares da Aeronáutica, Marinha e Exército se reúnem e decidem se manter coesos e tomarem decisão em conjunto sobre crise política, a fim de evitar possíveis divisões no meio militar.

12 de agosto: A "Republica do Galeão". É aberto inquérito policial militar para apurar a morte de Vaz. Interrogatórios e depoimentos ocorrem na Base Militar do Galeão, daí a razão de tal nomenclatura.

BR RJANRIO PH 0 FOT 18089 013 2Imagem: BR_RJANRIO_PH_0_FOT_18089_013 Correio da Manhã. Vargas, nos anos 1930. Se ele obteve apoio militar em 1930 e 1937, o mesmo não se pode dizer de 1945 e 1954. A pressão das Forças Armadas foi um fato importante nos desdobramentos daquele mês de agosto, há 63 anos.

Por: Equipe de Pesquisa e Difusão do Acervo - COPED

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