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Série Getúlio Vargas: Crise e Suicídio

O suicídio

Publicado: Quinta, 24 de Agosto de 2017, 07h50 | Última atualização em Terça, 29 de Agosto de 2017, 10h56 | Acessos: 54
Postagem 6 de 7

O ato final. Ao perceber a possibilidade de um golpe de estado e ciente da sua fragilidade política, Vargas opta por uma saída ainda não levantada, nem pelos seus aliados, nem pelos seus adversários: o suidício. O presidente, uma das figuras mais relevantes da História do Brasil, deixa uma carta-testamento dizendo que deixaria a vida "para entrar na História". Mais do que isso, a carta de Vargas tem tom de sacrifício e altruísmo, se assemelhando em muito de escritos religiosos.

24 de agosto: Getúlio Vargas faz um reunião com todos os seus aliados, também com a presença de familiares às 3 horas da manhã. Alzira, Manuel e Lutero Vargas estavam presentes. Assim como Zenóbio da Costa, José Américo de Almeida, Tancredo Neves, Osvaldo Aranha, entre outros. Vargas consultou a opinião de cada um, havendo divergências entre resistir a um possível golpe de estado, renunciar ou realizar um pedido de licença temporária.

Ao fim da reunião, a decisão foi pela licença.

Vargas se retirou para seu quarto, mas não conseguiu dormir. Às 8 horas da manhã, de pijama, foi ao seu escritório para apanhar um objeto que pôs no bolso, mas que um de seus mordomos não conseguiu perceber exatamente o que era.

Era o revólver. Às 8:30 da manhã ouviu-se um disparo. O presidente havia se suicidado com um tiro no peito.

Correio da Manhã. Vargas em audiência oferecida aos jornalistas. Isolado e pressionado, o presidente não aceitaria a renúncia e atentaria contra a própria vida.

Correio da Manhã. Vargas em audiência oferecida aos jornalistas. Isolado e pressionado, o presidente não aceitaria a renúncia e atentaria contra a própria vida. 

 

Por: Equipe de Pesquisa e Difusão do Acervo - COPED

 

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