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Série Getúlio Vargas: Crise e Suicídio

A intensificação da crise

Publicado: Sábado, 05 de Agosto de 2017, 16h47 | Última atualização em Terça, 29 de Agosto de 2017, 10h56 | Acessos: 60
Postagem 2 de 7

De 5 a 9 de agosto a crise tomou proporções que ainda não tivera. Até então sujeito a vaias localizadas e esparsas, como no evento que participou no Jockey Club no primeiro dia de agosto, Vargas passou a sofrer uma pressão violenta a partir do atentado contra um de seus principais adversários políticos: o jornalista Carlos Lacerda. Para piorar a situação, os tiros disparados atingiram mortalmente o major Rubens Vaz, da Aeronáutica, criando um fato a ser utilizado por seus adversários para incentivar as Forças Armadas contra o presidente. Por mais que o governo negasse qualquer participação - e até hoje não há provas contundentes que a confirmem -, o fato do atentado ter partido de pessoas ligadas ao presidente já foi o suficiente para que Getúlio recebesse todo o ônus político do fato.

1º de agosto: Getúlio apareceu no Jockey Club no GP Brasil de turfe e foi recebido com longa vaia

5 de agosto: atentado a Carlos Lacerda. Morre Major-aviador Rubens Florentino Vaz, da Aeronáutica.

6 de agosto: Tancredo Neves, MJ, divulga compromisso do governo com a punição dos responsáveis.

8 de agosto: ao saber do depoimento de Nelson Raimundo, na Polícia Militar, incriminando um membro da guarda pessoal do presidente, Climério Euribes de Almeida, Getúlio Vargas dissolve sua guarda pessoal, composta então por 83 homens. À noite, convencido da participação do chefe de sua guarda, Gregório Fortunato, Vargas decreta que o mesmo ficasse no palácio do Catete.

9 de agosto: A crise se acentua. Na Câmara, o deputado Aliomar Baleeiro pede o afastamento da Vargas. O líder da oposição, Afonso Arinos, apoia a iniciativa.

 

A posse de Vargas, sorridente, cercado pela multidão, em 1951. Atrás dele, Gregório Fortunato, da guarda pessoal do presidente e que seria o mandante da tentativa de assassinato contra Lacerda que acabou vitimando o major Rubens Florentino Vaz. Três anos depois dessa foto, o cenário político era outro.

Fundo: Correio da Manhã. A posse de Vargas, sorridente, cercado pela multidão, em 1951. Atrás dele, Gregório Fortunato, da guarda pessoal do presidente e que seria o mandante da tentativa de assassinato contra Lacerda que acabou vitimando o major Rubens Florentino Vaz. Três anos depois dessa foto, o cenário político era outro.

 

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