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Getúlio Vargas

  • Cresce a pressão pela renúncia

    Fundo Agência Nacional. Os eventuais passeios do presidente pelas ruas do Rio de Janeiro se tornavam uma atração à parte. Algo inimaginável nos dias atuais.
    Postagem 5 de 7

    20 a 23 de agosto: O cerco vai se fechando. Vargas agora tem que lidar com articulações de seu vice, Café Filho, pressionando pela sua renúncia. Tenta-se uma aliança entre políticos e militares, mas estes, a princípio, negam-se a efetuar um golpe contra o presidente. Porém, nos dias subsequentes, as Forças Armadas comunicam a Vargas sua opinião pela renúncia, aumentando a pressão sobre o presidente.

    20 de agosto: Café Filho, vice-presidente, leva aos militares uma sigilosa sugestão: que eles entrassem em contato com Vargas e exigissem sua renúncia. Os militares, naquele momento, examinaram a proposta e a rejeitaram.

    21 de agosto: Café Filho, então, procura diretamente Vargas e sugere a renúncia de ambos. Getúlio Vargas revela que iria pensar e daria a resposta em breve.

    22 de agosto: Alta cúpula da Aeronáutica aprovou a proposta de Eduardo Gomes de exigir a renúncia do presidente Vargas. Mascarenhas de Morais ficou responsável em comunicar a decisão ao presidente da República. Vargas, ao receber tal intimação, teria respondido que não era um criminoso e que só sairia do palácio do Catete morto.

    23 de agosto: Marinha e Exército declaram apoio à iniciativa da Aeronáutica.

    Fundo Agência Nacional. Os eventuais passeios do presidente pelas ruas do Rio de Janeiro se tornavam uma atração à parte. Algo inimaginável nos dias atuais.

    Fundo Agência Nacional. Os eventuais passeios do presidente pelas ruas do Rio de Janeiro se tornavam uma atração à parte. Algo inimaginável nos dias atuais.

    Para consultar o acervo do Arquivo Nacional, acesse: 
    http://www.arquivonacional.gov.br/consulta-ao-acervo/sian-sistema-de-informacoes.html

     

    Por:  Equipe de Pesquisa e Difusão do Acervo - COPED

     

  • Investigações e suas consequências

    Fundo Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Na foto, Getúlio Vargas está ao lado de Bertha Lutz e outras mulheres que lutavam por direitos.
    Postagem 4 de 7

    Aos poucos vão sendo interrogadas e presas pessoas cada vez mais próximas ao presidente da República. A oposição aproveita a situação de fragilidade política do governo para exigir mais enfaticamente a renúncia de Getúlio Vargas. Ao mesmo tempo o presidente parece decepcionado com aliados e, cada vez mais pressionado, estuda o melhor movimento a executar nessa atmosfera política nada amigável.

    13 de agosto: Preso Alcino João do Nascimento, autor dos disparos, que revela que fora contratado por Climério Euribes de Almeida para matar Lacerda. O depoimento envolve ainda Gregório de Matos e até Lutero Vargas, filho mais velho do presidente.

    15 de agosto: Gregório Fortunato é preso.

    16 de agosto: Nero Moura, ministro da Aeronáutica, renuncia, ao perceber o violento clima anti-Vargas entre seus subordinados.

    17 de agosto: Gustavo Capanema, líder do governo na Câmara, discursa acusando a UDN de usar politicamente o atentado para envolver o presidente Vargas e forçar sua renúncia. Capanema ainda denunciou Carlos Lacerda de estar insuflando as Forças Armadas de deflagarem um golpe contra o presidente.

    18 de agosto: Climério Euribes de Almeida é preso e revela que contratara Alcino, autor do atentado, a mando de Gregório de Matos, mandante da operação. No acervo de Gregório são encontradas várias operações irregulares envolvendo o mesmo e Manuel Vargas, filho do presidente.

    Fundo Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Na foto, Getúlio Vargas está ao lado de Bertha Lutz e outras mulheres que lutavam por direitos.

    Fundo Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Na foto, Getúlio Vargas está ao lado de Bertha Lutz e outras mulheres que lutavam por direitos.

     

    Por: Equipe de Pesquisa e Difusão do Acervo - COPED

     

     

     

  • O suicídio

    Correio da Manhã. Vargas em audiência oferecida aos jornalistas. Isolado e pressionado, o presidente não aceitaria a renúncia e atentaria contra a própria vida.
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    O ato final. Ao perceber a possibilidade de um golpe de estado e ciente da sua fragilidade política, Vargas opta por uma saída ainda não levantada, nem pelos seus aliados, nem pelos seus adversários: o suidício. O presidente, uma das figuras mais relevantes da História do Brasil, deixa uma carta-testamento dizendo que deixaria a vida "para entrar na História". Mais do que isso, a carta de Vargas tem tom de sacrifício e altruísmo, se assemelhando em muito de escritos religiosos.

    24 de agosto: Getúlio Vargas faz um reunião com todos os seus aliados, também com a presença de familiares às 3 horas da manhã. Alzira, Manuel e Lutero Vargas estavam presentes. Assim como Zenóbio da Costa, José Américo de Almeida, Tancredo Neves, Osvaldo Aranha, entre outros. Vargas consultou a opinião de cada um, havendo divergências entre resistir a um possível golpe de estado, renunciar ou realizar um pedido de licença temporária.

    Ao fim da reunião, a decisão foi pela licença.

    Vargas se retirou para seu quarto, mas não conseguiu dormir. Às 8 horas da manhã, de pijama, foi ao seu escritório para apanhar um objeto que pôs no bolso, mas que um de seus mordomos não conseguiu perceber exatamente o que era.

    Era o revólver. Às 8:30 da manhã ouviu-se um disparo. O presidente havia se suicidado com um tiro no peito.

    Correio da Manhã. Vargas em audiência oferecida aos jornalistas. Isolado e pressionado, o presidente não aceitaria a renúncia e atentaria contra a própria vida.

    Correio da Manhã. Vargas em audiência oferecida aos jornalistas. Isolado e pressionado, o presidente não aceitaria a renúncia e atentaria contra a própria vida. 

     

    Por: Equipe de Pesquisa e Difusão do Acervo - COPED

     

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