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Exposição

Nova edição da exposição Itinerários Indígenas - Universidade de Salamanca

Escrito por Mirian Lopes Cardia | Publicado: Sábado, 09 de Dezembro de 2017, 11h32 | Última atualização em Terça, 05 de Dezembro de 2017, 11h31
Dia 14 de dezembro, às 12h no Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Salamanca (USAL), será inaugurada a exposição “Itinerários indígenas”, realizada em parceria com a Universidade de Salamanca e colaboração do Arquivo Nacional, com seleção de documentos, textos e imagens das Historiadoras Cláudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro.
 
“Itinerários indígenas” trata de deslocamentos de diversas ordens, com outras leituras do território, do tempo histórico, dos povos indígenas e do acervo do Arquivo Nacional. A exposição, formada por 36 imagens, apresenta os diferentes itinerários percorridos por cronistas, religiosos, naturalistas, militares, fotógrafos, antropólogos e administradores ao longo de três séculos. Em contato com os indígenas, esses viajantes lhes impuseram cartografias, língua, cultura, crenças e também a violência física. Um encontro que emerge por meio de seus variados dispositivos: narrativas de viagens e gravuras reunidas em livros raros, a vasta correspondência da Coroa portuguesa em manuscritos, mapas e fotografias de álbuns de missões religiosas, da grande imprensa e da agência oficial.
 
Outros itinerários percorridos pelos índios, também revelados nesta exposição, enunciam percalços que, muitas vezes, colocaram em risco sua própria existência.
 
Dos cinco milhões de índios estimados à época da conquista, centenas de povos cultural e linguisticamente diversos desapareceram, levando consigo conhecimentos ecológicos e cosmológicos que não poderão mais ser recuperados. Na década de 1950, o antropólogo Darcy Ribeiro identificou quase oitenta grupos indígenas extintos ao longo do século XX, apontando para um iminente desaparecimento dessas populações. Porém, a partir dos anos de 1970, essa curva demográfica começa a inverter seu ciclo de declínio. Esse crescimento, que parece ser contínuo e consolidado, confirma que os índios estão aqui para ficar: formam parte do presente e formarão parte do futuro do Brasil. 
 
 
 
 

O Centro de Estudos Brasileiros (CEB) é um centro próprio da Universidade de Salamanca (USAL), que busca ser um referencial na pesquisa e difusão da realidade brasileira na Europa e na divulgação da cultura e língua espanhola no Brasil.

Para isso, promove o intercâmbio entre professores e alunos brasileiros e espanhóis; impulsiona e apoia projetos de pesquisa conjuntos; organiza eventos científicos, culturais e artísticos para divulgar tanto a realidade brasileira na Espanha, como a espanhola no Brasil.

 
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