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"Carta de Cascais"

Escrito por Mirian Lopes Cardia | Publicado: Terça, 11 de Abril de 2017, 16h32 | Última atualização em Sexta, 23 de Junho de 2017, 09h22

Entrevista com gestor do Arquivo Histórico Municipal de Cascais

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No dia 4 de abril, o diretor-geral do Arquivo Nacional (AN), José Ricardo Marques, participou do evento 'Conversas no Arquivo', no Arquivo Histórico Municipal de Cascais (Portugal).

O chefe de divisão do Arquivo Histórico Municipal de Cascais, João Miguel Henriques, concedeu entrevista sobre o encontro:

Ascom - Qual foi o objetivo do evento 'Conversas no Arquivo'?
João Miguel Henriques - Nesta primeira sessão das Conversas do Arquivo, promovidas pela Câmara Municipal de Cascais, que contou com a participação de José Ricardo Marques, Diretor-Geral do Arquivo Nacional do Brasil e de Pedro Penteado, Diretor de Serviços de Arquivística e Normalização da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, debateram-se as diretrizes das atuais políticas nacionais de arquivo, marcadas pelos desafios impostos pela revolução tecnológica, numa época de profundas transformações a nível global, que se tem vindo a traduzir no reposicionamento dos arquivos na sociedade do conhecimento. Falou-se ainda dos principais projetos que ambas as entidades estão a desenvolver nos respetivos países.

Ascom - Qual foi a contribuição da participação do Arquivo Nacional do Brasil no debate?
João Miguel Henriques - O Diretor-Geral do Arquivo Nacional apresentou as linhas de rumo da política arquivística nacional brasileira, marcada pela aposta na modernização administrativa e na desmaterialização da documentação. O seu contributo foi igualmente essencial para a discussão em torno da necessidade da gestão integrada dos arquivos e da construção de repositórios digitais fidedignos.

Ascom - Qual a importância do diálogo entre instituições arquivísticas de Brasil e Portugal?
João Miguel  Henriques - Este diálogo poderia promover uma maior cooperação técnica e a troca de saberes e de informações entre os dois países, que se poderia traduzir, por exemplo, na constituição de uma rede de arquivos destinada à divulgação do património arquivístico do Brasil e de Portugal, mas também dos restantes países da CPLP. O projeto decerto contribuiria para a afirmação da língua portuguesa como símbolo e garante de uma identidade e história partilhadas, propiciando novos projetos de cooperação para a Comunidade dos Países Lusófonos.

 Ascom - Qual é o conteúdo e a importância da "Carta de Cascais"?

João Miguel Henriques - A redação da “Carta de Cascais”, documento de princípios tendente à constituição de uma rede promotora de arquivos portugueses e brasileiros, deverá ser proposta em sede de relações bilaterais entre o Arquivo Nacional do Brasil e a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas. Se a intenção passar por alargar esta rede a outros países lusófonos este projeto deverá ser apresentado em sede de relações multilaterais, como é o caso do Fórum de Arquivos Lusófonos. A Câmara Municipal de Cascais está naturalmente ao dispor para receber a cerimónia de assinatura do documento, cujos contornos iniciais foram propostos pelo Diretor do Arquivo Nacional do Brasil, por ocasião deste debate.

Saiba mais: http://www.cm-cascais.pt/noticia/carta-de-cascais-coloca-em-rede-arquivos-historicos-do-municipio-de-portugal-e-do-brasil

 

Ascom

11/04/2017

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