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“Darcy Ribeiro, 20 Anos – a falta que ele nos faz”

Escrito por Mirian Lopes Cardia | Publicado: Quarta, 01 de Fevereiro de 2017, 12h03 | Última atualização em Sexta, 23 de Junho de 2017, 09h22

31 dez darcy foto

Fundação Darcy Ribeiro prepara uma série de eventos para marcar os 20 anos da morte do educador, etnólogo, indigenista, intelectual, político, romancista e pensador brasileiro.

“Nunca gostei de ser político. No fundo, acho que sou político por razões éticas. Um poeta inglês pode ser só poeta. Mas num país com o intestino à mostra como o Brasil, o intelectual tem obrigação de tomar posição. Essa é uma briga séria e eu estou nessa briga.”

Esse posicionamento de Darcy Ribeiro, decorridos 20 anos de sua morte, encaixa-se perfeitamente nestes tempos de política rasa no Brasil e carência de autênticas e inspiradoras lideranças políticas.

A partir desse contexto, a Fundação Darcy Ribeiro (Fundar) vai realizar, de 15 a 17 de fevereiro, uma série de eventos reunindo professores, escritores, cientistas políticos e amigos de Darcy, que debaterão sua produção intelectual e contribuição em educação, cultura e política. E o tema escolhido para os eventos programados não poderia ser outro: “Darcy Ribeiro, 20 Anos - a falta que ele nos faz”.

 

Para os dias 15 e 16 de fevereiro, a Fundar preparou um seminário, no Arquivo Nacional, na Praça da República, centro do Rio, que vai reunir intelectuais, professores, lideranças indígenas e personalidades, em quatro mesas temáticas, para debater os temas “Darcy semeia escolas”, “Os fazimentos de Darcy”, “Darcy em prosa e verso” e “Darcy dos índios”.

Os temas, escolhidos pela equipe que está coordenando a realização do evento, representam as quatro facetas mais marcantes de Darcy Ribeiro.

No dia 15, a mesa “Darcy semeia escolas” vai abordar o vasto trabalho como educador, desde 1955, colaborando com o plano educacional do governo de Juscelino Kubitschek, quando se aproxima de Anísio Teixeira; a criação da Universidade de Brasília, em 1959; suas passagens e contribuições para projetos de educação, no período de exílio, no Uruguai, Venezuela, Chile, Peru e Portugal; a criação e consolidação dos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), durante os dois governos de Leonel Brizola, no Rio de Janeiro (1983-1986 e 1991-1994); e o projeto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em 1991, considerado seu maior projeto na área de educação.

Nesse mesmo dia, à tarde, o debate “os fazimentos de Darcy” abordará sua intensa atuação intelectual em diversas áreas - na academia; na militância política; na vida pública; e na produção literária. Um mergulho em suas memórias e a repercussão de seu trabalho, dentro e fora do país, como um todo.

No dia 16 será a vez de debater sua produção literária e sua intensa convivência com os índios. A mesa “Darcy em prosa e verso”, na parte da manhã, tratará dos seus livros e trabalhos publicados, nos campos da etnologia; antropologia; os quatro romances, dentre os quais “Maíra” (1976), considerada uma de suas obras mais aclamadas, e que completa 40 anos; e seus projetos e ensaios sobre diversos assuntos, sempre tendo o Brasil e o povo brasileiro como foco.

Na parte da tarde o debate será “Darcy dos índios”, que irá abordar sua longa e apaixonada convivência com os índios Kadiwéu, no sul do Mato Grosso, e os índios Urubu-Kaapor, na floresta amazônica, que lhe renderam diversos livros e artigos, e que mais tarde, servem de base para, em parceira com os irmãos Orlando e Claudio Villas-Boas elaborar o projeto de criação do Parque Indígena do Xingu.

No dia 17, data de sua morte, em 1997, a Academia Brasileira de Letras (ABL) abre as portas para uma série de homenagens a Darcy Ribeiro. A sessão será aberta com palestra do Reitor da UFRJ, Roberto Leher, em mesa presidida por Paulo Ribeiro, presidente da Fundar, seguida por depoimentos de personalidades convidadas especialmente para o evento.

Nessa cerimônia serão comemorados os 40 anos de “Maíra”, uma das obras mais aclamadas que Darcy Ribeiro escreveu.

Para Paulo Ribeiro, presidente da Fundar, esses eventos são uma oportunidade para as novas gerações que não tiveram a oportunidade de conhecer este grande brasileiro, e seus inúmeros legados nas áreas de antropologia, educação, cultura, literatura e política nacional e internacional.

– Nosso objetivo, ao organizar essa série de discussões e homenagens em torno de Darcy Ribeiro, é contribuir para elevar o nível do atual debate nacional, trazendo aos dias de hoje sua visão multicultural e única de Brasil – afirma o presidente da Fundação.

20 março Darcy novo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ascom
06/fevereiro/2017

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