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Mensagem do Diretor-Geral: "Os arquivos na Era Digital"

Publicado: Sexta, 13 de Janeiro de 2017, 14h21 | Última atualização em Sexta, 23 de Junho de 2017, 09h22

 

reunião mesa cplpUm grande desafio que se coloca para os arquivos é a atualização diante das demandas oriundas da Era Digital que vivenciamos. O Arquivo Nacional do Brasil aceitou esse desafio e pretende se posicionar em condição de destaque no novo cenário tecnológico.

Como Diretor-Geral do Arquivo Nacional do Brasil, estive nos últimos dias em Portugal, participando de uma extensa agenda sobre a temática do ambiente digital, com a missão de reforçar a nossa competitividade através das novas tecnologias digitais.

Portugal é o terceiro país do mundo com melhores velocidades de acesso à Internet, e o 12º país com a maior penetração de tecnologias de fibra ótica por subscritores de serviços de banda larga. Portugal é também líder europeu na sofisticação e na disponibilidade de serviços públicos online.

Na minha incursão, visitei o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, os arquivos da Câmara de Braga, da Universidade de Coimbra, da Universidade do Minho e de Lisboa, além da recém-inaugurada Biblioteca de Caminha.

O meu objetivo, além de conhecer o modelo dos arquivos mais requisitados de Portugal, foi desenvolver um projeto inédito e inovador em relação aos Arquivos Públicos no mundo: ser o cabeça do sistema de arquivos dos estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Neste sentido, houve total êxito. O staff das instituições visitadas entendeu a proposta e se convenceu da importante contribuição que o Arquivo Nacional do Brasil poderá dar para a formação da estrutura dos arquivos nos países de língua portuguesa.

Em 2017, o início das comemorações dos 180 anos do Arquivo Nacional será, sem dúvida, um dos fatos marcantes para a comunidade arquivística nacional. Comemoraremos com este novo desafio, que nos coloca definitivamente inseridos em um dos projetos mais audaciosos da atual gestão: integrar uma rede de informação pública e estratégica através dos arquivos instituídos. Para isso, já assinamos propostas de acordo com Moçambique e São Tomé e Príncipe, que serão os pilotos desta iniciativa.

Ao mesmo tempo, em conversas com membros das mais importantes universidades lusitanas, criamos oportunidades de acordos de cooperação técnica, que permitirão troca constante de informações e tecnologias.

torre do tombo

Com o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, revitalizaremos acordos e a comissão luso-brasileira, além da programação da agenda para o Fórum dos Arquivos Lusófonos.

Mesmo com tantas notícias importantes, pude verificar que os arquivos visitados demonstram fadigas do tempo, além de pouco ou quase nenhum investimento nas suas atividades e estrutura. São, na grande maioria, equipamentos obsoletos, infraestruturas arcaicas e desprovidas de controle digital. Essas marcas constantes, inclusive na Torre do Tombo (que tem espaços generosos e arquitetura moderna), deixam as instituições distantes de ter mecanismos que anunciem órgãos que deveriam, além de preservar a memória e história, ter atuação destacada na estratégia do país que apresenta números irrefutáveis na dinâmica digital.

Vivenciamos a era digital, não sendo mais possível fugir das demandas e especificidades apresentadas às instituições arquivísticas. Necessitamos, portanto, de investimentos, capacitação de pessoal, modernização da infraestrutura, entre outros, para atender a tais demandas. É imprescindível alinhar a gênese arquivística a inovações e empreendedorismo trazidos pela Era Digital.

Lanço assim, neste ano de comemorações, o Arquivo 4.0, programa que espera criar oportunidade para aumentar a nossa eficiência e nosso conhecimento, beneficiando principalmente o cidadão e o desenvolvimento do Brasil.

Quero especialmente agradecer ao Ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, que compreendeu essa proposta, vislumbrando um Arquivo Nacional com missão mais alinhada com a estratégia e a cidadania.

Volto a enfatizar que, em 2017, entramos nas comemorações dos 180 anos do Arquivo Nacional do Brasil. Desta forma, quero saudar e cumprimentar a todos aqueles que cumpriram e cumprem, com zelo e amor, a tarefa de fazer desta Instituição uma das mais importantes do País, onde o futuro se fará presente.

Despeço–me deixando a frase de Victor Hugo e que tomo como mantra: “Nada tão poderoso como uma ideia que o tempo chegou”.

José Ricardo Marques
foto dg cplp

Diretor-Geral do Arquivo Nacional

  

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Ascom
13 de janeiro de 2017.

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