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AN e FamilySearch firmam acordo para digitalizar acervos sobre estrangeiros

Escrito por José Márcio Batista Rangel | Publicado: Sexta, 13 de Dezembro de 2019, 20h49 | Última atualização em Sexta, 13 de Dezembro de 2019, 21h36

O Arquivo Nacional e a organização FamilySearch assinarão um acordo que visa processar e digitalizar os documentos de imigrantes, de forma a fornecer aos usuários um acesso mais ágil aos acervos mais consultados da instituição.

A cerimônia de assinatura do termo de cooperação técnica ocorrerá nesta terça-feira, dia 17 de dezembro, às 11h, na sede do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro.

Com a parceria, as imagens digitalizadas serão disponibilizadas on-line, gratuitamente, possibilitando o acesso público sem que o pesquisador tenha que se deslocar para o Rio de Janeiro (RJ) ou Brasília (DF), onde estão as unidades do AN. Durante a cooperação, as cópias digitais serão publicadas gradativamente, em lotes, no Sistema de Informações do Arquivo Nacional (Sian). Com isso, também se espera um salto qualitativo no atendimento dos pedidos de consulta, que terão seus prazos significativamente encurtados.

O acordo prevê o tratamento e digitalização de documentos referentes à chegada e oficialização de estrangeiros no Brasil entre 1823 e 1980. São 3 milhões de registros de entrada de estrangeiros em portos de diversos estados e 122 mil processos de naturalização. Também foram incluídos na cooperação 1.200 livros de registro civil, que englobam o nascimento, casamento e óbito desses estrangeiros e de outros cidadãos.

A iniciativa constitui o maior projeto de reformatação de acervo já realizado no órgão, e o maior desenvolvido pelo FamilySearch na América Latina. A expectativa é digitalizar, ao todo, cerca de 6 milhões de documentos, que devem gerar aproximadamente 130 milhões de imagens digitais. Para tanto, os originais serão preparados, passando por higienização, reacondicionamento e procedimentos de preservação. 

"Com a transformação digital em curso na Administração Pública Federal e os serviços digitais substituindo rapidamente o papel, a preservação do acervo analógico torna-se uma prioridade.  A digitalização de documentos permite a divulgação e o acesso amplo ao seu conteúdo, além de garantir e proteger a informação", afirma Neide De Sordi, diretora-geral do Arquivo Nacional. Segundo ela, "contar com a parceria do FamilySearch é uma oportunidade de, mais rapidamente, garantir essa preservação".

O FamilySearch (www.familysearch.org) é uma entidade vinculada à Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias que se dedica a preservar e compartilhar registros genealógicos em todo o mundo. Já realizou convênios semelhantes com outros arquivos públicos brasileiros, nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Ceará e Minas Gerais, dentre outros.

O Arquivo Nacional, por sua vez, é órgão de referência na gestão e preservação dos documentos públicos, e conserva na sede, no Rio de Janeiro, e em sua Coordenação Regional no Distrito Federal, mais de 55 quilômetros de documentos textuais, entre eles os registros de estrangeiros que permitem aos brasileiros conhecerem suas origens e solucionar questões como direitos de cidadania e propriedade.

 


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