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Arquivo Nacional em matéria do jornal O Globo

Escrito por Tassia Verissimo | Publicado: Segunda, 08 de Julho de 2019, 12h30 | Última atualização em Terça, 09 de Julho de 2019, 12h57

O Arquivo Nacional foi citado em matéria do jornal O Globo deste domingo, 07 de julho. A reportagem "Uma máquina do tempo no centro" traz um roteiro por símbolos de seis séculos na cidade do Rio de Janeiro e descreve o Arquivo Nacional como uma "construção neoclássica de frente para o Campo de Santana" e "um lugar imperdível do século XIX". O texto cita, ainda, a possibilidade de se agendar uma visita ao Arquivo Nacional e "entrar em enormes cofres dos tempos em que funcionava ali a Casa da Moeda", além de trazer como curiosidade a respeito do prédio que "o piso trabalhado com uma pedra portuguesa de cem milhões de anos revela fósseis do período cretáceo". 

Leia a matéria completa abaixo:

Uma máquina do tempo no Centro

O Globo, Ludmilla de Lima, 07/jul


No coração financeiro da cidade, há um lugar que, desde os primórdios do Rio de Janeiro, tem o silêncio como um de seus atrativos. No fim do século XVI, era fundado no alto de um morro o Mosteiro de São Bento, onde hoje, na hora do almoço, muitos trabalhadores, às vezes com suas marmitas, se refugiam em busca de minutos de paz.

Com vista para a Baía de Guanabara, o mosteiro - a construção mais antiga do Rio - guarda uma das joias do nosso barroco, a Igreja de Nossa Senhora de Monserrat, talhada em madeira dourada. Bem preservado, o conjunto será o ponto de partida para quem for, durante o Congresso Mundial de Arquitetos, em julho do ano que vem, conhecer afundo a história do Rio sob o ponto de vista da arquitetura e do urbanismo. Prédios e praças da região passeiam por seis séculos não só da cidade, mas do país.

Além do mosteiro, marcos de outras épocas, como a Praça Quinze e o Passeio Público, estarão no radar do público do evento, que se dividirá entre locais como o Píer Mauá e o modernista Palácio Capanema. Serão 25 mil pessoas debatendo arquitetura e circulando pelo Centro. À frente do comitê organizador do congresso, o arquiteto e urbanista Sérgio Magalhães traçou, a pedido do GLOBO, um roteiro com símbolos de cada século, inclusive do XXI, localizados na região.

E o Mosteiro de São Bento é aporta de entrada desse túnel do tempo. Apesar de ficar aberto todos os dias, a área restrita aos religiosos, com se usar cosem cantaria, só pode ser apreciada por visitantes em apenas quatro datas (como Finados e Domingos de Ramos) e quando há o sepultamento de um monge.

Já a Praça Quinze foi escolhida como peça chave para se entender o Ri odo século XVII. O historiador e arquiteto Nireu Cavalcanti explica:

- No século XVII, acidade começa a descer do Morro do Castelo para a várzea, e a área do Largo do Carmo (atual Praça Quinze) vira o espaço mais importante da cidade, passando a abrigar as autoridades.

O Convento do Carmo é daquela época. O triste é ver que o lugar, com monumentos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), não recebe a atenção merecida. O Chafariz de Mestre Valentim (do século XVIII), por exemplo, foi tomado por moradores de rua. Principal arquiteto da colônia, Valentim é o autor do Passeio Público, um dos ícones do século XVIII.

Mas o primeiro parque público do país na lista do Iphan é outro que sofre: hoje, a Fonte dos Amores está suja e depredada. Água, ali, só da chuva. Para Magalhães, o congresso em 2020 é uma chance para recuperar esses espaços:

- Nós precisamos ter um envolvimento da sociedade. Temos que buscar parceiros institucionais e empresariais sensíveis a essa questão. O Arquivo Nacional, construção neoclássica de frente para o Campo de Santana, é um lugar imperdível do século XIX. Quem agenda uma visita pode entrar em enormes cofres dos tempos em que funcionava alia Casada Moeda. Na entrada, um detalhe: o piso trabalhado com uma pedra portuguesa de cem milhões de anos revela fósseis do período cretáceo.

Na viagem ao passado, Magalhães destaca ainda a Cinelândia, que, na primeira metade do século XX, foi o centro político do país. Ali, os gaúchos amarraram seus cavalos na Revolução de 1930. Foi ainda o endereço do Senado e do Supremo e, hoje, um dos pontos altos de sua paisagem é o Teatro Municipal, de 1909. De negativo, o aspecto de abandono.

A Comlurb diz que limpa o local diariamente, mas que o serviço é dificultado pela população de rua, alvo de ações da Secretaria de Assistência Social. O destino final desse tour pelo Centro da cidade (que, desde janeiro, éa Capital Mundial da Arquitetura) é o século XXI, representado pelo conjunto da Praça Mauá - Museu de Arte do Rio, Museu do Amanhã e Orla Conde.

- É uma área que aponta para o futuro, marcada pela liberdade de manifestações artísticas, culturais e econômicas e conectada às transformações do mundo - reflete o arquiteto e urbanista Luiz Fernando Janot, integrante do comitê organizador do congresso.

 

 

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