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Arquivo Nacional recebe doação de acervo das irmãs Lenk

Escrito por Tassia Verissimo | Publicado: Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 18h07 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 19h01

O Arquivo Nacional recebeu nesta quinta-feira, 20 de dezembro, uma importante doação para seu acervo. Em reunião com a Diretora-Geral da instituição, Carolina Chaves de Azevedo, Francisco Silva Junior, filho de Sieglinde Lenk e sobrinho de Maria Lenkm, doou à instituição arquivos pessoais das nadadoras, que receberão o título de “Coleção Irmãs Lenk”.

Maria Lenk, nascida na cidade de São Paulo, em 1915, foi pioneira na natação feminina no Brasil e primeira mulher sulamericana a competir nos Jogos Olímpicos. Ela participou, aos 17 anos, dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1932).

A sua participação nas Olimpíadas abriu espaço para outras atletas e na edição seguinte, realizada em Berlim, a delegação feminina foi composta por Maria Lenk, a esgrimista Hilda Kramer, e as nadadoras Helena Salles, Scylla Venâncio e Sieglinde Lenk, sua irmã mais nova.

Sieglinde Lenk nasceu em 16 de julho de 1919 também na cidade de São Paulo. A atleta iniciou sua carreira no clube alemão Estrela e, posteriormente, foi para a Associação Atlética São Paulo – AASP. Tanto ela quanto a irmã receberam incentivo dos pais a praticar esportes, o que não era comum na época. Sieglinde competiu nos Jogos Olímpicos de 1936 na categoria 100 metros costas.

Maria Lenk se formou em Educação Física, em 1938 e, no ano seguinte, conquistou dois recordes mundiais: o de 200 metros e 400 metros nado peito durante a preparação para os jogos olímpicos de 1940. Os jogos, no entanto, foram cancelados por causa da II Guerra Mundial e Maria Lenk não conseguiu uma medalha olímpica.
A nadadora ajudou a fundar a faculdade de Educação Física da atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Seu nome está no hall da fama da Federação Internacional da Natação e o parque aquático construído para o Pan-Americano de 2007, realizado no Rio de Janeiro, foi batizado com seu nome.

Maria Lenk foi a primeira mulher a fazer parte do Conselho Nacional de Desportos e nesse cargo lutou para que as mulheres pudessem competir em todos as modalidades esportivas, o que só ocorreu em 1975. Além disso, em 2003, escreveu um livro falando sobre os benefícios do esporte para a saúde. Nadou até o fim da vida e morreu aos 92 anos no Rio de Janeiro.

Para pesquisar o acervo do Arquivo Nacional acesso o Sistema de Informações do Arquivo Nacional – SIAN aqui.


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