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Lançamento do livro Flora Fluminensis no Solar da Imperatriz

Escrito por Tassia Verissimo | Publicado: Quinta, 14 de Junho de 2018, 17h58 | Última atualização em Quinta, 14 de Junho de 2018, 19h56
No dia 20 de junho, às 16h, no Solar da Imperatriz do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico ocorrerá o lançamento do livro Flora Fluminensis. Trata-se de reedição fac-similar de Flora Fluminensis de frei franciscano José Mariano da Conceição Vellozo – uma coedição entre o Arquivo Nacional e a Editora da Universidade Federal Fluminense (Eduff).
 
Flora Fluminensis – Documentos foi publicada primeiramente em 1961, pelo Arquivo Nacional, no volume 48 da série Publicações do Arquivo Nacional. Essa primeira edição contém documentos relativos à publicação da Flora Fluminensis, de autoria do padre franciscano José Mariano da Conceição Vellozo. O religioso foi um dos principais naturalistas da América portuguesa e é considerado o pai da botânica do Brasil. Flora Fluminensis traz a descrição de 1.626 espécies. Várias plantas até hoje fazem homenagem ao frei. Só com a terminação velosiana são 85.
 
A publicação do Arquivo Nacional inclui, ainda, três outros capítulos, intitulados ‘Naturalistas viajantes’; ‘Frades cientistas’ e uma ‘Miscelânea’ composta do projeto para a Academia Real do Rio de Janeiro e de documentos da Tipografia do Arco do Cego. Essa reedição fundamenta-se na importância da obra, considerada uma raridade.
 
Segundo Claudia Heynemann, doutora em História e pesquisadora do Arquivo Nacional, “O título Flora Fluminensis, que tem por subtítulo ‘Documentos’ compreende papéis relacionados à publicação de outras floras: a brasiliensis, iniciada pelo naturalista bávaro Martius, e ainda a flora paraense. Seguem-se capítulos dedicados ao que se pode considerar uma classificação pautada pelos chamados três reinos da natureza, artifício setecentista duradouro: mineralogia, botânica, zoologia. Documentos acerca das atividades de viajantes e um segmento dedicado especialmente aos frades cientistas, genealogia em que se incluiriam Vellozo e Borgmeier, contribuem para complementar a coletânea que se encerra com uma seleção de estampas de manuscritos, livros raros, autógrafos e retratos, além de algumas poucas pranchas botânicas e folhas de rosto da Flora de Vellozo, do Dicionário Brasiliano e dos Anais, do Museu Nacional.”
 
Esta reedição, organizada por Maria Elizabeth Brea, pesquisadora do Arquivo Nacional, e Aníbal Bragança, coordenador editorial da Eduff, conta com novos textos de análise elaborados por Claudia Heynemann e também por Begonha Bediaga, Marcos Gonzalez e Haroldo C. de Lima, pesquisadores do Jardim Botânico. São textos que ampliam o conhecimento sobre o naturalista frei Vellozo no contexto da história das ciências e do uso das fontes arquivísticas.
 
Com esta nova publicação de Flora Fluminensis, resultado de um trabalho conjunto com a Eduff, o Arquivo Nacional ratifica a importância de sua produção editorial, iniciada em 1886, como forma de difundir seu acervo.
 
Na ocasião de lançamento, haverá uma mesa-redonda com a seguinte composição:
 
·         Aníbal Bragança, diretor da Eduff;
·         Claudia Heynemann e Maria Elizabeth Brea, pesquisadoras do AN;
·         Begonha Bediaga, Marcos Gonzalez e Haroldo C. de Lima, pesquisadores do JBRJ;
·         Leonardo Fontes, Coordenador de Pesquisa, Educação e Difusão do Acervo do AN (mediação).
 
 
 
 
Fonte: Coordenador de Pesquisa, Educação e Difusão do Acervo (COPED).
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