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Teatro na II Semana Nacional de Arquivos: entrevista com diretor de "E o mar já não existe"

Escrito por Tassia Verissimo | Publicado: Sexta, 08 de Junho de 2018, 14h42 | Última atualização em Sexta, 08 de Junho de 2018, 18h17

Dentro das atividades do Arquivo Nacional na II Semana Nacional de Arquivos foi realizada, em 05 de junho, uma apresentação da peça “E o mar já não existe”, do Grupo Cia Bagagem Ilimitada. Em “E o mar já não existe” é apresentada a história de duas mulheres aprisionadas e um soldado, que representam arquétipos unidos em um momento extremo de suas vidas. Eles lutam por sua sobrevivência na ausência das suas humanidades. A Assessoria de Comunicação do Arquivo Nacional, com colaboração da Coordenação de Pesquisa, Educação e Difusão do Acervo, entrevistou Paulo Victor Israel, diretor da peça.

Arquivo Nacional: Qual a expectativa quando recebeu o convite para se apresentar no Arquivo Nacional?

Paulo Victor Israel: Foi muito boa. Pra nós da Cia. Bagagem Ilimitada, apresentar no Arquivo Nacional, é muito interessante. Primeiro porque acreditamos que o espaço tem tudo a ver com a proposta do espetáculo. É uma peça documental, que mesmo baseada numa ficção, remete a um fato real da nossa sociedade. E em segundo tem a ver com a nossa filosofia de trabalho que é ocupar outros espaços públicos levando arte e promovendo o teatro para um maior público.

AN:  Quais os efeitos dessa iniciativa para a difusão do teatro e da cultura?

PVI: Quando bem elaborado, o melhor possível! Digo isso, pois eu acredito muitos nessas iniciativas. O Teatro é um objeto transformador para nossa sociedade e movimentos como esse ajudam a criar novos públicos e a fortalecer essa arte. O Teatro, na nossa cidade, fica muito restrito a uma parcela da população. Precisamos democratizar mais os espaços públicos, pois só assim teremos bons resultados e um alcance melhor de plateia.

AN: Como foi a experiência de dirigir uma peça no Arquivo Nacional?

PVI: Foi interessantíssimo. O espaço me abriu para novas possibilidades e fiquei com muita vontade de fazer uma temporada nele.

AN:  Pode falar um pouco da sua carreira e da Companhia Bagagem Ilimitada?

PVI: Eu me formei em 2012 na Casa das Artes de Laranjeiras e desde então vivo do Teatro. De lá pra cá foram muitas experiência atuando, escrevendo e dirigindo. Em 2012 levei um projeto que idealizei e produzi para o FRINGE, em Curitiba, chamado "Desculpe o Pó". Fui convidado em 2013 para atuar em "120 de Sodoma" com direção do Luiz Furlaneto. Daí em 2014 eu conheci a minha sócia Jacyara de Carvalho e em 2015 fundamos a Cia Bagagem Ilimitada. A companhia Bagagem Ilimitada, formada no ano de 2015, nasce de um desejo mútuo de construir um espaço na cena teatral brasileira baseado na criação de dramaturgia própria e pesquisa de linguagem.

AN: A Semana Nacional de Arquivos é uma temporada de eventos em arquivos e centros de memórias, com o objetivo de difundir os arquivos junto à sociedade. Como foi participar desse evento?

PVI: Foi uma honra! Acho que as artes em geral precisam estar mais integradas com a agenda da cidade. Levar teatro, música e dança para eventos como esse só ajudam a valorizar mais a nossa história. Aumenta a visibilidade e atrai um público mais diversificado.

AN:  O que você acha de iniciativas como a Semana de Arquivos, que visam aproximar o cidadão dos arquivos por meio da cultura e das artes?

PVI: Eu acho necessário! Iniciativas como essa ajudam na resistência cultural e na valorização de nossa arte e história.

Além do espetáculo "E o mar já não existe" (2017), fazem parte do repertório da Cia. Bagagem Ilimitada a peça “Cotidianas” (2015), a web série “Jurema Home House” (2015), o espetáculo “Chilenos ou Franceses” (2016) e diversas contações de histórias a convite de editoras como a Companhia das Letrinhas.

 

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