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Ex-ministro de Cabo Verde fala de unidade racial em evento sobre os 130 anos da Lei Áurea

Escrito por Tassia Verissimo | Publicado: Quinta, 10 de Maio de 2018, 19h08 | Última atualização em Segunda, 14 de Maio de 2018, 16h27
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A cerimônia de abertura do evento "130 anos da Abolição da Escravatura", realizada no auditório do Arquivo Nacional, contou com a presença do músico e ex-ministro da Cultura de Cabo Verde Mário Lúcio. Em sua fala, o artista destacou que: “O racismo mais terrível é dizer que alguém não é afrodescendente. Se a ciência tem razão, não há no planeta Terra ninguém que não seja afrodescendente”.

Mario Lúcio destacou também a importância de não falarmos em igualdade racial, mas sim em unidade racial, uma vez que, segundo ele, só existe uma raça neste planeta, que é a humana. Para o ex-ministro a cor da pele é circunstancial e não define quem somos.

Na mesa também estavam presentes a Diretora-Geral do Arquivo Nacional, Carol Chaves, o Secretário Executivo do Ministério da Justiça, a pós-doutora Helena Teodoro, a desembargadora e presidenta da Comissão de Igualdade Racial da OAB- RJ, Ivone Caetano, o pós-doutor e professor da UERJ, Jorge Silva e o Pai Dario de Ossain.

Ao final da cerimônia os palestrantes receberam  uma pasta com um fac-simile da Lei Áurea e uma reprodução da imagem “Caminho da Roça”, além de uma boneca “Ahosis – Instituto Onikojá”. As bonecas foram confeccionadas pelas artesãs idosas assistidas pela Casa da Matriz Africana Humpame Kuban Bewa Lemin.

Uma variada programação cultural faz parte do calendário do evento que se estende até o dia 12 de maio. Veja a programação completa.

A semana faz parte do calendário de comemoração dos 180 anos do Arquivo Nacional.

 

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