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Diretor-geral do Arquivo Nacional debate políticas de Arquivo em Portugal

Publicado: Quarta, 05 de Julho de 2017, 15h01 | Última atualização em Quarta, 05 de Julho de 2017, 15h01 | Acessos: 840

No dia 4 de abril, o diretor-geral do Arquivo Nacional (AN), José Ricardo Marques, participou do evento 'Conversas no Arquivo', no Arquivo Histórico Municipal de Cascais (Portugal).

Essa foi a primeira edição do evento, promovido pela Câmara Municipal de Cascais, com o tema Brasil e Portugal: desafios das políticas nacionais de Arquivo. Também participou da mesa o diretor de Serviços de Arquivística e Normalização da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Pedro Penteado. Foram debatidas as diretrizes das atuais políticas nacionais de arquivo, marcadas pelos desafios impostos pela revolução tecnológica e pelo reposicionamento dos arquivos na sociedade do conhecimento. 

O diretor-geral do Arquivo Nacional apresentou os principais projetos em desenvolvimento no AN e as linhas da política arquivística nacional brasileira. Também foi discutida a necessidade da gestão integrada dos arquivos e da construção de repositórios digitais fidedignos.

Como resultado do encontro, foi proposta a criação da "Carta de Cascais", documento de princípios para a  constituição de uma rede promotora de arquivos portugueses e brasileiros.

Para o chefe de divisão do Arquivo Histórico Municipal de Cascais, João Miguel Henriques, "este diálogo deve promover uma maior cooperação técnica e a troca de saberes e de informações entre os dois países, que se poderia traduzir, por exemplo, na constituição de uma rede de arquivos destinada à divulgação do patrimônio arquivístico do Brasil e de Portugal, mas também dos restantes países da CPLP. O projeto decerto contribuiria para a afirmação da língua portuguesa como símbolo e garante de uma identidade e história partilhadas, propiciando novos projetos de cooperação para a Comunidade dos Países Lusófonos".

Sobre a "Carta de Cascais", Henriques afirma que "deverá ser proposta por meio de relações bilaterais entre o Arquivo Nacional do Brasil e a Direção-Geral do  Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas de Portugal. A intenção é buscar a adesão de outros países lusófonos".

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