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Série Getúlio Vargas: Crise e Suicídio

Introdução

Publicado: Terça, 01 de Agosto de 2017, 16h47 | Última atualização em Terça, 29 de Agosto de 2017, 10h56 | Acessos: 227
Postagem 1 de 7

O Arquivo Nacional inicia agora uma série de sete postagens sobre a crise política que culminou com o suicídio de Vargas. A série irá ao ar sempre às 12h nos dias 1, 5, 10, 13, 20, 24 e 25 de agosto. Aproveitaremos para apresentar ao público alguns documentos do acervo do Arquivo Nacional que estão disponíveis para o acesso.

A tentativa de Getúlio de estabelecer um governo de consenso, com participação das mais diferentes correntes políticas, esbarrava em uma oposição feroz e em uma ampla crise no país. Denúncias de envolvimento de figuras do governo em irregularidades financeiras, pressão das Forças Armadas. Greves nas ruas. Em março de 1953, em São Paulo, ocorreu a célebre "Greve dos 300 mil", mobilização que pressionou por direitos e pela diminuição do custo de vida. Diante desse cenário, para estreitar as relações com os trabalhadores, atingidos fortemente pela crise econômica, Vargas indicou uma figura expressiva e carismática como novo ministro do Trabalho: João Goulart, que ficou à frente da pasta de 17 de junho de 1953 a 22 de fevereiro de 1954.  Jango saiu após propor reajuste de 100% do salário mínimo e ser criticado no Manifesto dos Coronéis, documento assinado por coronéis e tenente-coronéis do Exército, que questionavam o sucateamento das forças militares, reclamavam de uma distorção grande entre o salário mínimo e o soldo militar e não acreditavam na eficácia de tal reajuste para as economias do país.

Mesmo com a saída do Ministro, Vargas concedeu os 100% de reajuste no dia 1º de maio de 1954. Porém, a instabilidade se manteve em seu governo, com pressões diárias dos políticos da União Democrática Nacional (UDN) e ataques de alguns periódicos, entre eles O Globo e o Tribuna da Imprensa, este último do jornalista udenista Carlos Lacerda.

No dia 5 de agosto, na rua Toneleiros, em Copacabana, um homem atirou contra Lacerda, quando este estava em frente à sua casa, voltando de uma atividade da campanha que fazia para a eleição  em curso concorrendo para o cargo de deputado federal. Um tiro acabou atingindo mortalmente o major-aviador da Aeronáutica, Rubens Florentino Vaz, que fazia a segurança do jornalista.

A partir daí aprofunda-se definitivamente a crise e, nos dias subsequentes, o país seria sacudido por uma série de acontecimentos que ficariam marcados em sua história.

A primeira postagem ocorrerá no dia 5 de agosto, data do Atentado na rua Toneleiros, em que Carlos Lacerda foi ferido e o Major Rubens Florentino Vaz acabou atingido com um tiro. A última, no dia 25, mostrando a repercussão do suicídio.

Fundo Correio da Manhã. Diversas imagens sobre os anos em que Getúlio Vargas esteve à frente do governo brasileiro.Fundo Correio da Manhã. Diversas imagens sobre os anos em que Getúlio Vargas esteve à frente do governo brasileiro. 

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