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Série Estrutura da Repressão

  • A intensificação da crise

    A posse de Vargas, sorridente, cercado pela multidão, em 1951. Atrás dele, Gregório Fortunato, da guarda pessoal do presidente e que seria o mandante da tentativa de assassinato contra Lacerda que acabou vitimando o major Rubens Florentino Vaz. Três anos depois dessa foto, o cenário político era outro.
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    De 5 a 9 de agosto a crise tomou proporções que ainda não tivera. Até então sujeito a vaias localizadas e esparsas, como no evento que participou no Jockey Club no primeiro dia de agosto, Vargas passou a sofrer uma pressão violenta a partir do atentado contra um de seus principais adversários políticos: o jornalista Carlos Lacerda. Para piorar a situação, os tiros disparados atingiram mortalmente o major Rubens Vaz, da Aeronáutica, criando um fato a ser utilizado por seus adversários para incentivar as Forças Armadas contra o presidente. Por mais que o governo negasse qualquer participação - e até hoje não há provas contundentes que a confirmem -, o fato do atentado ter partido de pessoas ligadas ao presidente já foi o suficiente para que Getúlio recebesse todo o ônus político do fato.

    1º de agosto: Getúlio apareceu no Jockey Club no GP Brasil de turfe e foi recebido com longa vaia

    5 de agosto: atentado a Carlos Lacerda. Morre Major-aviador Rubens Florentino Vaz, da Aeronáutica.

    6 de agosto: Tancredo Neves, MJ, divulga compromisso do governo com a punição dos responsáveis.

    8 de agosto: ao saber do depoimento de Nelson Raimundo, na Polícia Militar, incriminando um membro da guarda pessoal do presidente, Climério Euribes de Almeida, Getúlio Vargas dissolve sua guarda pessoal, composta então por 83 homens. À noite, convencido da participação do chefe de sua guarda, Gregório Fortunato, Vargas decreta que o mesmo ficasse no palácio do Catete.

    9 de agosto: A crise se acentua. Na Câmara, o deputado Aliomar Baleeiro pede o afastamento da Vargas. O líder da oposição, Afonso Arinos, apoia a iniciativa.

     

    A posse de Vargas, sorridente, cercado pela multidão, em 1951. Atrás dele, Gregório Fortunato, da guarda pessoal do presidente e que seria o mandante da tentativa de assassinato contra Lacerda que acabou vitimando o major Rubens Florentino Vaz. Três anos depois dessa foto, o cenário político era outro.

    Fundo: Correio da Manhã. A posse de Vargas, sorridente, cercado pela multidão, em 1951. Atrás dele, Gregório Fortunato, da guarda pessoal do presidente e que seria o mandante da tentativa de assassinato contra Lacerda que acabou vitimando o major Rubens Florentino Vaz. Três anos depois dessa foto, o cenário político era outro.

     

    Por: Coordenação-Geral de Acesso e Difusão Documental - COACE

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  • Recolhimento do Acervo do SNI ao Arquivo Nacional

    No dia 21 de dezembro de 2005, vinte anos após ao início da democratização, os arquivos do Serviço Nacional de Informações – cuja sigla SNI se tornou um dos símbolos do poder da ditadura militar no Brasil – foram recolhidos ao Arquivo Nacional, ficando sob a guarda de sua Coordenação Regional em Brasília (Coreg). Nesse mesmo dia, também foram recolhidos os documentos do Conselho de Segurança Nacional (CSN) e da Comissão Geral de Investigações do Ministério da Justiça (CGI).

    A entrega desses acervos que antes estavam sob a guarda da ABIN, Agência Brasileira de Inteligência a instituição arquivística pública constituiu-se em um marco importante na luta pela abertura dos arquivos da ditadura, constituindo-se uma das medidas importantes para a efetivação dos direitos à memória, à justiça e à verdade no Brasil.

    Acervo de microfichas (Fotos COREG DF)

    As imagens mostram o acervo do SNI depositado na Coordenação Regional do Arquivo Nacional em Brasília (COREG). Composto por aproximadamente 220 mil microfichas, o acervo encontra-se integralmente digitalizado, estando disponível por meio de base de dados nas salas de consultas do Arquivo Nacional no Rio de Janeiro e em Brasília.

     

    Por: Equipe de Acesso e Difusão do Acervo 
            Coordenação Regional do Distrito Federal-COREG

     


     

    ASCOM
    Assessoria de Comunicação Social

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  • Sistema Nacional de Informações

    Em 31 de março de 1964, um golpe de estado militar destituiu o governo constitucional do presidente João Goulart, instaurando no Brasil um Estado Ditatorial que vigoraria por 21 anos. Entre 1964 e 1985, os militares governaram o Brasil por meio de atos institucionais e medidas de exceção, que permitiram a perseguição aos opositores e dissidentes com demissões, a cassação de direitos políticos, a detenção arbitrária, a prisão e o exílio; onde a tortura, os assassinatos, os desaparecimentos forçados e a eliminação física foram sistematicamente utilizados contra todos aqueles que contestavam. Os presidentes-generais construíram um sistema repressor complexo, que permeava as estruturas administrativas dos poderes públicos e exercia uma vigilância permanente sobre as principais instituições da sociedade civil: sindicatos, organizações profissionais, universidades, igrejas, partidos. Foi criada, também, uma burocracia de censura que proibia manifestações de opinião e de expressões culturais identificadas como hostis ao regime militar.

    Os pilares do sistema repressivo eram formados pelo Serviço Nacional de Informações (SNI), subordinado ao presidente da República; os serviços de informações dos ministérios civis (Divisões de Segurança e Informações: as DSI); pelos serviços de espionagem e repressão das Forças Armadas, o Centro de Informações do Exército (CIE), o Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica (CISA) e o Centro de Informações da Marinha (CENIMAR). Esses órgãos se estruturaram em um Sistema Nacional de Informações (Sisni), quando foi estabelecido o Plano Nacional de Informações (PNI), aprovado pelo Decreto no 66.732, de 16 de junho de 1970.

    Na imagem, automóveis de funcionários do Banco Central monitorados por agentes
    do SNI que teriam ligações com “elementos terroristas”. Brasília, de 9 de dezembro de 1971.
    Referência: Serviço Nacional de Informações, BR DFANBSB V8.GNC_AAA_71048298_an001_m0005de0014

     

    Por: Equipe de Acesso e Difusão do Acervo 
            Coordenação Regional do Distrito Federal-COREG

     


     

    ASCOM
    Assessoria de Comunicação Social


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