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Mulheres na História - Hildete Pereira de Melo

Escrito por Mirian Lopes Cardia | Publicado: Segunda, 09 de Abril de 2018, 01h46 | Última atualização em Segunda, 05 de Março de 2018, 13h22 | Acessos: 1247

 

A seguir, apresentamos a trajetória de Hildete Pereira de Melo uma das personalidades femininas cujos acervos são guardados pelo Arquivo Nacional.

Dos 305 conjuntos documentais privados custodiados pelo Arquivo Nacional, apenas 26 são de mulheres, sintoma da falta de representatividade feminina em espaços de poder. São documentos produzidos desde o século XVII aos dias atuais, doados por personalidades brasileiras, como políticos, artistas e intelectuais, ou ainda por instituições, como forma de preservar a memória nacional.

A paraibana Hildete Pereira de Melo, economista da Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista em temas como o mercado de trabalho e relações de gênero, nasceu em Campina Grande em 1943. Iniciou sua vida política ainda como estudante secundarista. Formou-se em 1966 pela Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Paraíba e, durante a graduação, foi tesoureira da última diretoria da União Estadual dos Estudantes, desmantelada pelo golpe de 1964.

Após curto período na França (1967-68), onde fez um curso de especialização em desenvolvimento econômico na Universidade de Toulouse, retornou ao Brasil, para o Rio de Janeiro, atuando politicamente no MDB (Movimento Democrático Brasileiro).

Foi, contudo, apenas no início da década de 1970, que Hildete teve contato com a luta das mulheres no Brasil. Filiada ao Partido Comunista, então na clandestinidade, junto a outras companheiras de partido, criou um grupo de trabalho sobre o papel da mulher. Sua militância no PCB foi indispensável para sua ativa participação no movimento feminista, uma vez que acumulara capital político significativo para a nova militância.

Em 1976, entrou para o Centro da Mulher Brasileira, criado no ano anterior com o objetivo de refletir sobre a condição da mulher na sociedade. Ao lado da luta contra a ditadura e pelas liberdades democráticas, Hildete, enquanto integrante do CMB, esteve focada na atuação da mulher no mercado de trabalho e sua luta por igualdade de salários, proteção à maternidade, entre outros, buscando uma aproximação com as mulheres das classes populares.

No final da década de 1970, pautas como violência doméstica, descriminalização do aborto e controle do corpo, passariam a ser defendidas por Hildete Pereira, que se tornou uma das mais importantes militantes do movimento feminino no Brasil. Em 1982, fundou o PMDB mulher e, desde de 1994, atua na Secretaria Estadual de Mulheres do PT. Foi membro efetivo do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, vinculado ao Ministério da Justiça (1985-89). Como feminista e pesquisadora do tema “gênero”, ministrou diversas palestras e seminários no país, além de desenvolver pesquisas na mesma área.

Doutora em Economia da Indústria e da Tecnologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atualmente é professora da UFF, coordenadora do Núcleo Transdisciplinar de Estudos de Gênero e editora da Revista GÊNERO do Programa de Estudos Pós-Graduados em Política Social da UFF. É consultora da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República desde 2003.

Em 2008, Hildete doou parte de seu acervo ao Arquivo Nacional: documentos textuais e iconográficos produzidos entre os anos de 1976 e 1990. No fundo Hildete Pereira de Melo (BR ANRIO HP) o pesquisador pode encontrar recortes de jornais, panfletos, estudos acadêmicos, projetos de leis, decretos e correspondências a respeito do aborto, violência contra a mulher, economia, trabalho feminino, além de fotografias e cartazes que contam um pouco da história do movimento feminista brasileiro.

 

ASCOM-Assessoria de Comunicação Social

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Para consultar o acervo do Arquivo Nacional, acesse: 
http://www.arquivonacional.gov.br/consulta-ao-acervo/sian-sistema-de-informacoes.html

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